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Governo lançará programa para tecnologias sustentáveis

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Em virtude da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) o governo federal lançará na próxima se mana um programa voltado para tecnologias sustentáveis. A ação irá mobilizar diversos órgãos do Poder Executivo, entre eles o MCTI, os ministérios do Meio Ambiente e Minas Energia, e a Finep.

A financiadora deverá lançar uma linha de crédito para financiar pesquisas voltadas para o tema. De acordo com o presidente da Finep, Glauco Arbix, o novo programa irá atender áreas prioritárias para a instituição.

“Temos cinco áreas prioritárias: energia, saúde, TICs, aeroespacial e tecnologias sustentáveis. Mas reafirmo que nenhum projeto de inovação ficará sem o apoio da Finep”, afirmou Arbix durante a 12ª Conferência Anpei de Inovação Tecnológica que termina nesta quarta-feira (13). Arbix não quis detalhar o programa e nem confirmar a data oficial de lançamento. Apenas disse que a presidente da República, Dilma Rousseff, é que fará o anúncio da ação.

Momento de inovar

No ano passado, a Finep construiu uma carteira de crédito que demandou R$ 14 bilhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O pedido de financiamento é cerca de duas vezes maior que o orçamento total da instituição. “Essa demanda é muito importante para a Finep. Em 44 anos de existência, essa é a primeira vez que a procura por crédito não diminui durante uma crise econômica mundial”, comemorou Arbix.

Mesmo num cenário favorável à inovação, o presidente da Finep reconheceu que é preciso mais recursos para o setor. De acordo com ele, para alcançar as metas traçadas na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) o investimento em P&D tem que crescer por ano, em média, 20%.

“A meta é audaciosa. Queremos chegar em 2015 com 1,8% do PIB aplicado em inovação. Para isso precisamos de um investimento anual superior a R$ 40 milhões”, detalhou o presidente da Finep. Para alcançar uma fatia maior de empresas, a financiadora pretende lançar em breve uma linha de subvenção econômica descentralizada.

Para isso, foi firmada uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que ficaria responsável pela comercialização, marketing e gestão, e com governos estaduais, que serão os responsáveis por definir quais são as prioridades para aplicar recursos.

“Não temos na nossa cabeça a ingenuidade de pensar que a Finep tem a capilaridade e capacidade para entender cada prioridade local. O Brasil é outro. A centralização, se um dia funcionou, hoje tenho certeza que não funcionará mais”, afirmou.

Fonte: Boletim Gestão C&T

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