BUSCA

49 árvores no chão no Poço da Panela

compartilhe:


Diario de Pernambuco. Recife, quinta-feira, 10 de maio de 2012

Construtora mostrou licença da PCR para derrubar vegetação, com compromisso de reflorestar a área

A destruição de 49 árvores em um terreno na Rua Tapacurá, no bairro do Monteiro, para a construção de um empreendimento imobiliário, está causando polêmica. Moradores de prédios e casas vizinhas denunciaram o corte da vegetação e temem que a ação tenha impacto negativo sobre o meio ambiente. A Pernambuco Construtora, responsável pela obra, garantiu que fará o plantio e a manutenção de 98 árvores, o dobro do número de espécies retiradas do local. A empresa ainda assegurou que recebeu licença ambiental da Prefeitura do Recife para realizar o trabalho. O terreno, de mais de 4 mil m2, será ocupado por quatro edifícios de cinco andares.

Um empresário que reside na área e não quis se identificar afirmou que a vizinhança está preocupada. “Soubemos que eles (a construtora) têm autorização do poder público para cortar as árvores, mas continuamos preocupados. Toda a rua é bastante arborizada. Prezamos por isso e lamentamos a retirada de tantas espécies”, afirmou o homem, que mora no local há 12 anos. O secretário de Meio Ambiente do Recife, Marcelo Rodrigues, informou que vai reavaliar o laudo para saber se a licença foi concedida com a devida investigação. “Mandei uma equipe assim que soube do caso. Se houve falha ao dar a autorização e decidir se precisamos tomar uma nova posição”, pontuou.

O documento que permite a retirada das 49 árvores (entre elas mangueiras, cajazeiras e amendoeiras) determina como condições o replantio de 98 espécies nativas e a destinação de toda a madeira para fins energéticos. A gerente de Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde da Pernambuco Construtora, Carolina Valente, garantiu que a empresa vai respeitar as restrições impostas pela prefeitura. “Quando adquirimos o terreno, pedimos o laudo técnico de um engenheiro agrônomo, que detectou árvores crescendo de forma aleatória. Depois disso, conseguimos a autorização da prefeitura. Todas as ações foram realizadas de forma responsável, mas não é nossa intenção agredir o meio ambiente”, afirmou.

Fotos: Julio Jacobina. O texto não tem crédito

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362