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Barcelona é uma das 50 cidades europeias que já adoptou um inovador sistema subterrâneo de recolha de lixo

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Corria o ano 1992, ano em que Barcelona recebeu os jogos Olímpicos. Este foi o ponto de partida para aquela que é, hoje, uma realidade à escala de toda a cidade: a recolha de lixo subterrânea, também conhecida por recolha pneumática.

Temendo que o excesso de lixo espalhado pelas ruas chegasse à Aldeia Olímpica, a Câmara de Barcelona decidiu implementar um sistema onde os comuns contentores de lixo ou de reciclagem fossem substituídos por “bocas de lixo”, ligadas a um gigantesco sistema de tubagens subterrâneas. Trata-se de um sistema alimentado por um género de aspirador gigante que, a todas as horas, suga o lixo, a uma velocidade que chega aos 70 km por hora.

Os sacos têm como destino final um centro de recolha, localizado na periferia, seguindo, posteriormente, para um centro de triagem, ainda mais afastado do centro da cidade. Aqui, é feita a separação entre o lixo reciclável e o lixo orgânico, sendo este último transformado em combustível capaz de mover turbinas produtoras de electricidade.

O sucesso deste sistema na Aldeia Olímpica foi de tal ordem que começou a ser implementado em toda a cidade, provocando uma gradual diminuição da tradicional recolha de lixo, um método caro e que acaba por contribuir para a poluição do ambiente – além do incómodo que o ruído provoca a alguns habitantes.

Mais de 150 camiões de recolha de lixo deixaram de circular pelas ruas de Barcelona e, confirmando o objectivo de toda a cidade utilizar a recolha pneumática, os prédios construídos nas últimas décadas já têm o sistema instalado internamente.

Fonte: Portal Caixa Geral de Depósitos

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362