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Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos resgata a história do Vale do Paraíba

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Turistas e moradores de municípios que fazem parte do Vale do Paraíba fluminense ganharam na semana passada mais uma opção de cultura e lazer: o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, inaugurado na quinta-feira (9). O projeto resgatou a cidade de São João Marcos, desaparecida há mais de sete décadas, depois que os moradores foram retirados por causa do risco de alagamento com a ampliação da Represa do Ribeirão das Lages.

A região, que hoje pertence ao município de Rio Claro, fica a cerca de 130 quilômetros do Rio de Janeiro e abriga elementos que ajudam a recontar a história do país. A cidade era um dos principais centros de produção de café do século 19.

Segundo o coordenador executivo do parque, Luis Felipe Younes, foi preciso um extenso trabalho de pesquisas históricas e arqueológicas para recuperar a região e prepará-la para a visitação.

“Os turistas vão encontrar o que nós chamamos de museu de território. A área de visitação conta com 33 metros quadrados totalmente tratados do ponto de vista arqueológico e museológico. São 3 quilômetros de uma trilha totalmente sinalizada. Nela, o turista será informado sobre o local onde está e o que havia ali antes”, explicou.

Younes também destacou que a trilha de visitação passa pela Estrada Imperial, uma das primeiras vias de rodagem do país, ligando Minas Gerais à cidade de Mangaratiba, por onde era escoada a produção cafeeira. No local, é possível observar também vestígios do centro da antiga cidade, como o ossário da Igreja da Matriz, o antigo calçamento de pedras, a fachada da casa do capitão-mor e parte da estrutura do Teatro Tibiriçá.

O parque também conta com uma área de apoio ao visitante, com anfiteatro, cafeteria e uma exposição com maquete representando a cidade, paineis com fotos e depoimentos de antigos moradores. No local, os visitantes também podem ver artefatos típicos da época colonial, como louças, moedas, objetos pessoais, porcelanas e tijolos.

A antiga cidade de São João Marcos foi construída em meio à Mata Atlântica, no século 18, perto da barragem da Represa do Ribeirão das Lajes. Entre 1870 e 1880, chegou a ter 20 mil habitantes. Na década de 1940, o conjunto urbano e setenta fazendas dos arredores foram desapropriados porque havia o risco de alagamento - já que, para atender à crescente demanda de abastecimento de água para o Rio de Janeiro, a administração pública decidiu aumentar a capacidade do reservatório.

O Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, coordenado pela Light, concessionária de energia do Rio, e com apoio da Secretaria Estadual de Cultura, vai funcionar de quarta-feira a domingo, das 10h às 16h. A entrada é gratuita. Outras informações podem ser obtidas no site www.saojoaomarcos.com.br.

Fonte: Agência Brasil
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
12/06/2011 - 14h24
Edição: Andréa Quintiere

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362