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Stiglitz ressalta papel da Economia Solidária

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Busca de alternativas ao neoliberalismo e à mercantilização comove o Prêmio Nobel. Para ele, é hora superar as lógicas baseadas no egoísmo e desigualdades

Por Paulino Ascenção, na Esquerda.net


Para matéria mais vasta sobre a fala de Stiglitz, leia texto no Cooperative News (em inglês)


O prêmio Nobel da Economia em 2001 foi o orador principal na Cimeira da Aliança Cooperativa Internacional de 2016, realizada no Quebec, Canadá de 11 a 13 de outubro e que reuniu mais de 3.000 delegados de todo o mundo.

Na sua apresentação, falou dos desafios chave que a economia global enfrenta e o papel das cooperativas na resposta aos mesmos. Disse que em paralelo com as mudanças na paisagem política, como o Brexit e as eleições nos EUA, o mundo enfrenta desafios económicos que escapam ao controlo quer dos indivíduos, quer até dos governos. “Estes são problemas que o setor privado não vai resolver – em parte porque foi o setor privado que os criou”, disse Stiglitz. “E as cooperativas e a economia social representam um terceiro pilar fundamental”.

Muitos países estão registrando um crescimento das desigualdades, o que é resultado de leis humanas. “A desigualdade crescente é o resultado do modo como nós estruturamos a economia de mercado – em particular como a reestruturamos no último terço de século. A desigualdade tem sido uma escolha”, disse.

“As cooperativas representam uma melhor forma de responder aos riscos apresentados pela sociedade. (…) Devemos aprender com as cooperativas, se o fizermos podemos remodelar a nossa economia, remodelar a globalização e quem nós e os nossos filhos somos”

Há alternativas ao sistema econômico atual, ao contrário do que muitos dizem. Alguns sugerem que no máximo precisamos de pequenos ajustes no sistema, mas os problemas são profundos e fundamentais, os pequenos remendos não os resolverão.

“Estas alternativas fazem uma grande diferença, acredito que podemos construir um mundo onde a economia funciona melhor para todos, baseada na solidariedade”. “Vai haver grande volatilidade e as cooperativas são mais capazes de lidar com os riscos do que o setor privado”, foram outras considerações que deixou.

Jean-Yves Duclos, ministro da Família Crianças e Desenvolvimento Social do Canadá, presente no mesmo painel, concordou que as cooperativas podem ajudar a promover a inclusão e a construir uma democracia mais forte. Ele vê as cooperativas como atores particularmente importantes na satisfação das necessidades de habitação dos canadianos.

Fonte: Outras Palavras

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362