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A dificuldade em analisar a cidade hoje decorre dos inúmeros processos/movimentos que têm ocorrido no âmbito mundial, sendo a globalização um dos seus resultados, ocasionando a internacionalização da pro¬dução e unicidade técnica, bem como a descentralização do processo produtivo. Reafirma-se a importância das cidades globais, porém emergem novas centralidades na cidade e o deslocamento de grandes aparatos para as cidades médias, dado pela flexibilização do capital, considerado como involução metropolitana, mas também de reestruturação territorial e global. Esses processos e movimentos têm levantado várias preocu¬pações quanto ao futuro das cidades, os quais são discutidos nas reuniões do Hábitat. O espaço da cidade vai se delineando como um espaço de luta pelos direitos sociais básicos, já extirpados por um sistema que se mostra cada vez mais cruel, revelando novos signos, valores e cultura, que vão se tornando mundiais, devido à ação dos meios de comunicação de massa.
 
Nesse trabalho realizou-se um mapeamento das unidades de relevo no município de Jaguari/RS, com base na análise de atributos topográficos, entre eles, com destaque a hipsometria, a declividade, o plano de curvatura e o perfil de curvatura. O objetivo geral do trabalho é o de realizar o mapeamento das unidades de relevo na área de estudo e, posteriormente, identificar as características particulares e a localização espacial dessas unidades. Todos os procedimentos metodológicos foram realizados com a utilização do aplicativo ArcGIS®, junto a utilização de uma cena da imagem SRTM, bem como com uma imagem do Landsat 8 OLI e TIRS, ambas obtidas por meio do sítio do USGS. As rotinas metodológicas do trabalho podem ser sintetizadas com a análise da relação entre a distribuição das unidades de relevo com os distintos usos da terra (classificação digital realizada junto a imagem Landsat 8 OLI e TIRS). Ainda, verificou-se a tendência da área quanto a prováveis processos erosivos, assim sendo, cerca de 64% da área ficou englobada dentro de uma classificação de "alta tendência" a ocorrência de processos erosivos. Com a análise acerca da correlação entre uso da terra com as unidades de relevo, verificou-se que as áreas consideradas como de "alta tendência" a processos erosivos, estão dispostas, principalmente nos locais da superfície caracterizados como "solo exposto", maximizando o alerta à área no que se refere a prováveis futuros problemas quanto a perda de solo.
 
 
 
Esta dissertação analisou as inter-relações historicamente estabelecidas entre a cidade de Alagoinhas e as cidades da Região Econômica Litoral Norte da Bahia. Ao versar sobre o tema cidades, buscou-se entender o que é o espaço urbano e, em seguida, o que é a rede urbana. Nessa busca, apresentou-se a rede urbana da Bahia, a fim de que fossem oferecidos os subsídios teóricos para o desenvolvimento do estudo. Nesse sentindo, apontou-se como estão estabelecidas as relações socioespaciais na Região Litoral Norte, a partir da compreensão dos contextos econômicos nela presentes. Ao tratar, especificamente, de Alagoinhas, foi realizada uma revisão quanto à formação, ocupação e expansão histórica da cidade. Em conjunto, as informações possibilitaram o entendimento da cidade de Alagoinhas enquanto um centro urbano regional, uma vez que se discutiu de que maneira e até que ponto a cidade coloca-se como centro redistribuidor de bens e serviços para a área sob sua influência.
 
 
 
 
O presente artigo, ainda que se trate de um trabalho em processo, não acabado, está dividido em uma introdução e três momentos articulados. No primeiro momento apresentamos alguns aportes teóricos referentes, sobretudo, aos conceitos de Sistema Nacional de Inovação; aos Sistemas Regionais de Inovação (RIS); da economia de Clusters; dos distritos industriais e das economias de aglomeração de inspiração marshalliana. No segundo momento, uma breve caracterização da questão regional brasileira, seja pela apresentação dos indicadores sociais regionais brasileiros de 1994 a 2004, bem como das transformações que ocorreram espacialmente na indústria brasileira e, finalmente, a espacialização da inovação no Brasil, tomando como central o desenvolvimento industrial e tecnológico do Estado de São Paulo e suas assimetrias vis-à-vis os demais sistemas regionais de inovação no país.
 
 
O artigo se divide em quatro partes. A primeira parte comenta aspectos
da dimensão colonial e, no caso especí&co, de como Karl Marx percebeu o
processo colonial a partir da India e da China. Em segundo lugar, busca articular
as questões estruturais relativas à situação colonial, com uma perspectiva
contemporânea da Índia, expressa por um pequeno e contundente livro sobre o
País. Em terceiro lugar, são estabelecidos dados estatísticos comparativos entre
os BRICS e a Índia em particular. Em quarto lugar, indicações de que a chamada
“modernização” conservadora pelo qual passou o País nos últimos trinta e
quatro anos, reproduz a pobreza e a violência contra os despossuídos, através de
um modelo econômico predatório, concentrador de renda e inepto, enquanto
combate à corrupção, que se torna larvar na Índia. Finalmente, algumas
conclusões são estabelecidas.
 
A Folia de Reis Fulô da Mantiqueira localizada no município de Itajubá – MG é analisada levando em conta as questões de identidade, pertencimento, território e o processo de globalização da sociedade contemporânea. Este trabalho tem como objetivo relacionar a Folia de Reis com a Geografia Cultural e identificar a importância desta para a sociedade e o seu espaço, na busca de um maior reconhecimento desta manifestação folclórico-cultural. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa; no estudo de caso foi utilizada a história oral com entrevistas semiestruturadas para o melhor entrosamento com os entrevistados e assim ser possível obter informações mais ricas. Esta pesquisa foi feita sob o olhar de quem de alguma forma participa dessa manifestação, levando em conta a identidade cultural, religiosidade e simbolismo dos entrevistados.
 
 
O fenômeno da metropolização mineira permanece objeto de investigação de vários cientistas sociais, em seus mais diversos sub-campos: geógrafos, economistas, arquitetos, demógrafos, historiadores e sociólogos. Nesse contexto, a busca por um maior entendimento sobre o papel das cidades médias e sua particular realidade empírica na rede urbana de Minas Gerais coloca a questão central deste estudo: qual é a inserção das cidades médias mineiras na rede urbana de Minas Gerais? A pretensão é tornar inteligível o processo sócio-espacial, das cidades médias, possibilitando a visibilidade de sua inserção na rede urbana mineira. Dessa forma, acredita-se, estar-se-á contribuindo para entendimento da atualidade da rede urbana de Minas Gerais, uma vez que algumas lacunas poderão ser preenchidas dentro campo maior dos estudos sobre as cidades, encaradas como um lugar na rede urbana.
 
No intuito de atender às novas demandas capitalistas que lhes são constantemente instigadas, os homens têm se submetido às imposições deste sistema econômico e realizado um consumo exacerbado. Porém, como a disseminação de bens e serviços não é espacialmente homogênea, o consumidor muitas vezes precisa se submeter à mobilidade para ter acesso a determinadas mercadorias oferecidas nos maiores centros. Este fluxo populacional que se instaura na relação entre
cidades é denominado mobilidade do consumo. Privilegiamos, neste artigo, o movimento que
converge na cidade de Maringá-PR, procedente das cidades que compõem seu aglomerado urbano,localizada na região Norte Central Paranaense. A mobilidade do consumo acontece em volume significativo e desencadeia uma produção espacial desigual.
 
 
 
 
O crescimento das cidades médias coincide com um fato relativamente novo no nosso país: o da interiorização econômica do País, deixando as cidades litorâneas(o centro pulsante) de ter essa primazia, o que é, sem dúvida, extremamente bem vindo.Entretanto, se por um lado as cidades médias deixam de ser pequenas cidades interioranas para serem pólos geradores de trabalho, de desenvolvimento econômico; por outro a rapidez com que isso acontece expõe a fragilidade dos organismos governamentais em estarem preparados para as mudanças. Nesse contexto, o site da Rede Brasileira de Estudos sobre Cidades Médias, que começou a funcionar em fase de teste em fevereiro de 2011, permite aos seus usuários não só uma reflexão sobre o cenário das cidades médias no que tange seus principais problemas, desafios - as janelas do site: " pesquisa", "artigos","teses", permitem o contato dos usuários com essas questões - como também através de janelas como "cidades criativas", os usuários encontram ações bem sucedidas, ações que conseguem superar os problemas das maneiras mais impressionantes.
 
 
No quadro de um projecto de investigação sobre dinâmicas culturais urbanas levado a cabo na segunda metade dos anos 1990, assente em cidades portuguesas de média dimensão do Norte-Litoral, foram entrevistadas em profundidade, entre Março de 1999 e Março de 2000, personalidades que ocupavam lugares e desenvolviam actividades de protagonismo na cena cultural urbana (quadros de instituições e serviços públicos, dirigentes de associações culturais, activistas de estruturas de produção artísticas, galeristas de arte).Nopresente artigo, utilizaremos a informação recolhida em 31 entrevistas realizadas emAveiro, Braga, Coimbra e Guimarães, tomando-as como fonte para a análise dos discursos dos entrevistados como representações de agentes culturais sobre o passado recente, a situação então presente e os caminhos de evolução das cidades médias portuguesas e das respectivas cenas culturais.
 
 
 
 
Este artigo apresenta uma análise da forma urbana de 29 cidades brasileiras de porte médio (com população entre 150 e 300 mil habitantes), utilizando três métricas espaciais: complexidade do perímetro, forma da mancha urbana e densidade populacional.Para as análises utilizaram-se imagens das zonas urbanas obtidas do GoogleEarth, que foram registradas e vetorizadas no software TransCAD. As correlações entre a forma urbana e os indicadores sócio-econômicos que caracterizam as áreas de estudo mostraram a influência do nível de renda da população na forma da cidade. Um procedimento de análise de cluster,utilizado para dividir as cidades em três grupos, evidenciou a diferença entre as cidades com menor nível de renda e as demais. Verificou-se que níveis sócio-econômicos mais elevados estão associados a baixa densidade e a uma cidade fragmentada e complexa, enquanto níveis sócio-econômicos mais baixos resultam em formas urbanas mais compactas e simples.
 
A presente pesquisa avaliou as condições de conforto térmico humano em ambientes externos na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, com base na dinâmica atmosférica regional para anos-padrão classificados como mais chuvoso, menos chuvoso e habitual, em meses representativos de outono e inverno. Para tal, utilizou-se da base de dados climáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), sob a qual procedeu-se a construção do banco de dados, no qual foi atribuído o índice de Temperatura Efetiva com Vento (TEv). Verificou-se que os sistemas atmosféricos atuantes exercem expressiva influência sobre as situações de conforto térmico humano em Santa Maria nos meses representativos de outono e inverno, sobrepondo-se aos efeitos dos atributos geográficos tais como a altitude, a continentalidade e a marítmidade.
 


A hipótese desta pesquisa surge através da premissa de que a maioria das áreas verdes localizadas em municípios brasileiros acabam sendo alteradas negativamente pelo processo de expansão urbana e pelo aumento populacional. O objetivo da pesquisa é realizar uma análise multitemporal da expansão urbana relacionada com o aumento populacional de Maringá-PR que influenciaram na mudança da paisagem das áreas verdes do município, caracterizando por meio de períodos estabelecidos em décadas como foi sendo materializada a expansão da malha urbana em direção as áreas verdes. Concluiu-se que a urbanização acelerada do município começou a envolver as áreas verdes da cidade em todas as direções e os primeiros processos de degradação ambiental começaram a surgir, restando pequenas manchas de mata nativa. Verificou-se que os principais problemas ambientais do Parque Municipal do Cinquentenário coincidem com a aproximação da urbanização no entorno deles, em suas áreas limítrofes. Concluiu-se também, que a metodologia aplicada da análise multitemporal, mostrou-se eficiente quanto às avaliações temporais urbanas e ambientais, tornando-se ferramenta útil para um futuro plano de gestão ambiental dos órgãos governamentais responsáveis.
 
O presente estudo aborda a questão da dinâmica das cidades de médio porte dando destaque para a cidade de Patos de Minas/MG. Apresenta um contexto histórico que justifica a movimentação das cidades e seus acessos durante muitos anos, informando o quanto a industrialização foi significativa para que determinadas cidades se destacassem desde então. Menciona também a criação de políticas públicas que sustentaram interesses promovendo o progresso, mas que também comprometeram centros em seu desenvolvimento, atrasando sua economia e represando sua produção. Relata também a questão da urbanização já que a mesma é responsável pela organização da cidade, implicando, inclusive, em seu desenvolvimento social, condições de infra-estrutura, índices de violência dentre outros.
 
O Parque Estadual do Biribiri, situado no Alto Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, caracteriza-se por aspectos geológicos, morfopedológicos e geoambientais que lhe confere atributos de grande potencialidade econômica, mas também de extrema fragilidade, fato que justificou a sua criação. Tal cenário gerou o o objetivo geral deste trabalho, que é analisar a evolução temporal do uso e ocupação do terreno na área do parque assim como em sua zona de amortecimento. Para fins de metodologia a pesquisa abarcou revisão bibliográfica, o reconhecimento de campo da área do parque e entorno e a realização de mapas de uso e ocupação do terreno no período entre 1991 e 2011 pelo software Multispec a partir de imagens LANDSAT 5 com composição de bandas R5G4B3. A classificação paisagística, constituída por fitofisionomias nativas predominantes na região, foi: Formação Savânica/Florestal Associada; Formação Campestre, Afloramento Rochoso. A classe caracterizada por ação antrópica foi denominada Solo Exposto. Em áreas do parque há uma tendência de estabilização da Formação Campestre e um decréscimo da classe Formação Savânica/Florestal Associada, condicionada ao tempo necessário a sua regeneração, uma vez que as imagens analisadas foram obtidas nas estações mais secas aliadas a recorrência de incêndios florestais. Evidenciou-se uma tendência de estabilização para a classe Solo Exposto. Mesmo em período anterior a criação do parque essa classe apresentou menos de 1% em sua área total. A realidade exposta pela análise temporal do uso e ocupação do terreno discorda das informações desta natureza contida no Plano de Manejo do parque o qual afirma que atividades de cunho tradicional foram fatores determinantes para a perda de qualidade ambiental na área do parque.
 
Este artigo trata do ensino de Geografia nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (AIEF) e da formação docente referente à Geografia nos cursos superiores de Pedagogia. Assim sendo e para apreendermos mais sobre o universo em questão, foi realizado um estudo de caso no âmbito de iniciação científica no curso de Pedagogia da UFSJ e em duas escolas no município de São João del-Rei, MG. Durante a realização desta pesquisa foram aplicados questionários à graduandos do curso e à professores já atuantes. Como resultado percebeu-se que o ensino de Geografia nos AIEF possui limitações e desafios que vão desde a formação e valorização do profissional de educação a sua estrutura curricular na escola básica. Desta forma, considera-se que enquanto componente curricular obrigatório, a Geografia deve estar presente nos cursos de formação inicial de professores para os AIEF, nos currículos oficiais e também nos currículos praticados. A fim de contribuir para que os alunos desenvolvam habilidades e competências que os capacitem a pensarem e atuarem de forma crítica no espaço, enquanto cidadãos deste mundo complexo.
 
 
Confira em nossa biblioteca digital artigos de autoria do professor Pengjun Zhao, da universidade de Peking. Professor Pengjun Zhao é professor de Planejamento Urbano e Regional na Escola de Ciências Urbanas e Ambientais da Universidade de Pequim. Ele também é diretor do Centro de Planejamento Urbano e Estudos de Transporte da Universidade de Pequim. Os artigos de autoria do professor Pengjun Zhao, disponíveis em nossa biblioteca digital, tratam sobre a suburbanização, desenvolvimento informal de terras e gestão do crescimento urbano na China. Os 5 artigos disponíveis são:
1- Too complex to be managed? New trends in peri-urbanisation and its planning in Beijing

2- Conflicts in urban fringe in the transformation era: An examination of performance of the metropolitan growth management in Beijing

3- Planning for social inclusion: The impact of socioeconomic inequitieson the informal development of farmland in suburban Beijing


4- Managing urban growth in a transforming China: Evidence from Beijing

5- THE IMPACT OF URBAN SPRAWL ON SOCIAL SEGREGATION IN BEIJING AND A LIMITED ROLE FOR SPATIAL PLANNING
 
Confira em nossa biblioteca digital artigos de autoria do professor Pengjun Zhao, da universidade de Peking. Professor Pengjun Zhao é professor de Planejamento Urbano e Regional na Escola de Ciências Urbanas e Ambientais da Universidade de Pequim. Ele também é diretor do Centro de Planejamento Urbano e Estudos de Transporte da Universidade de Pequim. Os artigos de autoria do professor Pengjun Zhao, disponíveis em nossa biblioteca digital, tratam sobre a suburbanização, desenvolvimento informal de terras e gestão do crescimento urbano na China. Os 5 artigos disponíveis são:
1- Too complex to be managed? New trends in peri-urbanisation and its planning in Beijing

2- Conflicts in urban fringe in the transformation era: An examination of performance of the metropolitan growth management in Beijing

3- Planning for social inclusion: The impact of socioeconomic inequitieson the informal development of farmland in suburban Beijing


4- Managing urban growth in a transforming China: Evidence from Beijing

5- THE IMPACT OF URBAN SPRAWL ON SOCIAL SEGREGATION IN BEIJING AND A LIMITED ROLE FOR SPATIAL PLANNING

 
 
 
 
Este trabalho analisa as cidades pólos e sua microrregião de influência no Estado de Goiás. A interpretação geográfica deste trabalho tem como finalidade principal observar a descentralização econômica e industrial brasileira possibilitou a concentração populacional em poucos e esparsos núcleos espalhados pelo território goiano. Esses núcleos transformam-se em pólos econômicos regionais, passando a exercer influência em uma região, exercendo funções de cidades médias em áreas de baixa densidade populacional, não atingindo, consequentemente, os índices quantitativos para serem considerados cidades médias pelos órgãos oficiais. Por conta disso, parcela considerável das cidades brasileiras não são consideradas cidades médias apesar de exercerem de fato este papel. A análise sobre a cidade média foi colocada na ordem do dia pela recente dinâmica do desenvolvimento do território brasileiro, que levou à descentralização econômica. Este fato reforçou o papel das cidades intermediárias na estrutura urbana do país, nos remetendo ao seguinte questionamento: o que, de fato, podemos considerar como cidade média? O presente trabalho procura responder a esse questionamento.
 
Uma Identificação Geográfica (IG) permite o reconhecimento de um produto ou serviço, por lhe conferir um signo distintivo assegurado legalmente. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), aponta possibilidades em relação à IG, e, na região Oeste Catarinense indica potencialidades a serem exploradas para o do queijo. Neste contexto, este estudo tem como objetivo geral verificar a potencialidade de registro, como (IG), do queijo colonial produzido a partir do leite cru na região de Chapecó/SC. Para atingi-lo, foram perseguidos os seguintes objetivos específicos: apresentar a relevância de criar condições de reconhecimento de um produto como forma de estratégia mercadológica, por meio de uma IG; e construir um arcabouço com informações pertinentes capaz de orientar o registro de um produto através de uma indicação geográfica. A pesquisa é de abordagem qualitativa e de caráter descritivo-exploratória. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários aplicados junto aos produtores de queijo, à Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (APACO) e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (CIDASC), além de entrevistas com outros três produtores de queijo e um representante do MAPA. Utilizou-se pesquisa bibliográfica e de campo para evidenciar os resultados. Ao final deste estudo observou-se os resultados que sinalizam evidências e possibilidades de registro do objeto deste estudo.
 
 
 
 
Este artigo objetiva apresentar um perfil do processo de formação e características atuais da indústria do município de São Carlos/SP. Este é um município de tradição industrial, cuja imagem atualmente veiculada por suas lideranças governamentais é de uma região que ganha com o processo recente de reestruturação da economia brasileira. Em vista de tal proposição, buscou-se verificar a pertinência de dessa imagem, seus limites e possíveis fundamentos, por meio da análise da indústria, dividida em três categorias de empresas, de um total de cem pesquisadas: empresas corporativas de base tecnológica e tradicionais. A análise da indústria assim dividida permitiu identificar três estratégias distintas diante da reestruturação econômica, que levou à conclusão de que as vantagens comparativas do município que podem propiciar a fundamentação de tal imagem são concretas, porém ainda incipientes e carentes de uma ação de coordenação de agentes econômicos e sociais para seu pleno desenvolvimento.
 
 
 
As cidades médias no Brasil podem ser pensadas como “centros de intermediação”, definindo novos papéis frente a atual organização territorial brasileira. A preocupação com as cidades de porte médio,
no país, remonta à década de 1970, sobretudo a partir da formulação e implementação de programas
governamentais direcionados a este segmento da rede urbana, através da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), que compunha o II Plano Nacional de Desenvolvimento do Brasil (II
PND). As cidades médias crescem e se expandem obedecendo a uma dinâmica de intensos fluxos de mercadorias, de capitais e de usos. Neste sentido, os espaços são transformados, as atividades deslocam-se intra e inter regionalmente. Em Montes Claros, cidade média do Norte de Minas Gerais, o crescimento da cidade, resultante do aumento demográfico e da expansão do tecido urbano, tem ocasionado o surgimento de diversos tipos de funções, relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. A sua economia, inicialmente baseada na agricultura e na pecuária (século XVII), experimentou, após os anos de 1970, um processo de diversificação e especialização juntamente com o crescimento populacional. Diante disso, o presente estudo analisa o setor de educação superior da cidade média de Montes Claros, enquanto elemento potencializador de sua dinâmica econômica atual, sobretudo com a diversificação dos setores de comércio e serviços. Com
isso, Montes Claros se tornou um centro de convergência, no qual as cidades por ela polarizadas usufruem serviços diversos, redefinindo sua organização espacial e suas funções regionais, bem como seu papel como cidade média de grande alcance regional.
 
 
Com o crescimento populacional crescem os desafios para governos, empresas e academia.
Novas formas de geração de energia, preservação de recursos naturais, transportes
eficientes, educação e saúde, segurança e alimentação são os grandes desafios a serem
vencidos nos próximos anos. Neste contexto, as tecnologias da informação e comunicação
(TIC) assumem importante papel como facilitadoras para a tomada de decisão e para a
criação de inovações que melhorem as capacidades de gestão das infraestruturas e o
provimento de serviços aos cidadãos. No cenário brasileiro, os desafios se apresentam
ainda de forma mais intensa, dadas as condições atuais da infraestrutura tecnológica da
maioria das cidades. Esse trabalho tem por objetivo demonstrar o atual estágio das cidades
do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba relativamente à materialização do conceito de
cidade inteligente como um novo paradigma para a gestão das cidades, contribuindo para o
entendimento e agenda de pesquisas sobre esse contemporâneo tema.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este trabalho tem como objetivo principal a elaboração de uma tipologia das cidades médias brasileiras, com base nos conceitos de economias e deseconomias de aglomeração. Nesse sentido, utiliza-se
o método da análise de componentes principais (ACP), de modo que se tente captar as características urbanas e industriais das cidades médias, as quais lhes conferem dinâmicas urbanas bem diferenciadas e possibilitam o agrupamento dessas cidades em uma tipologia. Os resultados obtidos indicam a existência de alguma convergência nas características urbanas e industriais das cidades médias localizadas na região mais desenvolvida do país, em que pesem terem sido preservados, ao longo do período analisado, os traços específicos que as distinguem entre si em agrupamentos bem delimitados. Ao mesmo tempo, observa-se uma divergência bem acentuada entre as características urbanas e industriais das cidades médias localizadas nas regiões menos desenvolvidas e aquelas pertencentes
às regiões mais desenvolvidas. Assim, a tipologia resultante do trabalho mostra alguns gargalos e/ou vantagens que as cidades médias apresentam, possibilitando o incremento de políticas mais adequadas às suas características urbanas e industriais.
 
 
 
 
 
 
O conceito de cidade média surge pela primeira vez referenciado em França, em finais dos anos sessenta, quando se preparava o VI Plano de Desenvolvimento Econômico e Social (1971-1976). Contudo muitos dos princípios e critérios ligados à sua definição estiveram presentes nos pensamentos de técnicos e políticos, bem como nas várias intervenções urbanísticas até então desenvolvidas. Com a crise dos anos setenta, as cidades médias, aproveitando os seus recursos e potencialidades, surgem como alternativa às grandes cidades em crise e reforçam a sua posição nos sistemas urbanos e regionais. A segunda metade dos anos oitenta constitui outro marco para as cidades médias. A crescente internacionalização e o aumento da competitividade deram lugar a um novo quadro de relações, onde as cidades médias passam a desempenhar papéis distintos dos anteriores. Surge o conceito de cidade intermédia, conceito que tem por base os pressupostos que definem, meio inovador, ou, território rede. Com os noventa emerge o conceito de cidade sustentável, que conferiu as cidades médias um novo quadro de potencialidades, mas,também, de exigências face a um sistema econômico cada vez mais competitivo e globalizado, dando lugar a novas formas de exclusão econômica, social e cultural, particularmente visíveis nas cidades médias localizadas em regiões deprimidas. O presente artigo procura, assim reflectir sobre as dificuldades de definir, cidades médias, e a forma como o conceito tem evoluído, respondendo as transformações ocorridas no sistema produtivo e sócio-territorial europeu.
 
 
 
The performances of urban growth management are often criticized because their original objectives are frequently inconsistent with local development facts. Underlying the many reasons for this are the political and institutional contexts that influence policy-making and development activities. The urban
fringe, a zone is managed to against urban sprawl in many countries, represents the conflicts between urban management system and local development resulting from political transformation. This study
examines the case of decentralised-concentration strategy, one of the most important metropolitan growth management in Beijing since the 1990s, and sheds some lights on the performance of the growth
management in the transformation context. The results suggest that the aims of municipal growth management to concentrate developments in urban fringe have partly been achieved through actual local developments; however, some unexpected and illegal local developments outside the planned areas are counterproductive from the perspective of municipal growth management. The performance of the present growth management is being challenged by new trends towards political decentralisation and locally fiscal responsibilities. In the interest of future policymaking, the dominant central planning
system in Beijing should take these decentralisation trends into growth management account, compared
with the great progress in decentralisation in economy system. The urban policy needs to shift from the dictatorial manner and put more efforts into creating a harmonious relationship between municipal
growth management and actual local demands on development.
 
 
 
 
 
 
 
 
Nas últimas décadas houve uma intensificação dos estudos acerca das cidades médias. Tais cidades ocupam posição de destaque na hierarquia urbana e são conhecidas, dentre outras características, por apresentarem uma qualidade de vida superior. Dentre as diversas propostas de mensuração da qualidade de vida, destaca-se o IDH-M (índice de desenvolvimento humano municipal), uma adaptação do IDH, produzido pela Fundação João Pinheiro e seus parceiros. Trata-se de um índice que visa representar a complexidade das condições de vida dos municípios, tomando-se como base as dimensões renda, longevidade e educação. O presente trabalho, com base em análises estatísticas e mapeamento coroplético, compara o IDH-M de 1991 e 2000, e suas componentes, entre as diversas classes de cidades mineiras, incluindo as metropolitanas, do colar metropolitano, centros regionais, cidades médias de nível superior, cidades médias propriamente ditas, centros emergentes e pequenas cidades. Os resultados revelam que algumas categorias intermediárias da rede urbana mineira demonstram IDH-M superior, corroborando os postulados teóricos acerca das cidades médias.
 
 
 
 
Graças ao crescimento vegetativo e à migração, o município de Caruaru contabilizou mais de 250 mil habitantes no último recenseamento. Obtendo altos percentuais de crescimento demográfico, os problemas habitacionais se agravam, já que os poderes públicos não conseguem dar respostas para a constante necessidade de abrigo seguro para as pessoas. Nos últimos anos, presenciamos a construção de altos edifícios que são ocupados pela classe alta da cidade. Mas, duas situações chamam mais a atenção, na atualidade: os condomínios fechados, onde a classe média busca abrigo e segurança, e as construções realizadas pelos próprios donos de terrenos em diversos loteamentos espalhados pelo município. Este trabalho se propõe a abrir a discussão sobre os tipos de habitação no município de Caruaru, analisando as aspirações e condições econômicas de seus ocupantes.
 
 
 
Una serie de eventos adversos a la salud, acontecidos principalmente en la última década, han puesto de manifiesto el papel estratégico de la comunicación de riesgo como una de las herramientas más sensibles con que cuentan las autoridades y/o tomadores de decisión para responder a las necesidades de información de la población. Los elementos fundamentales que permiten acelerar las actividades de control y mitigación ante emergencias de salud pública son, entre otros, la identificación y capacitación de voceros responsables de emitir información rápida, confiable y transparente; la definición de mensajes clave y el uso eficiente de canales de comunicación. Este artículo permite comprender la verdadera dimensión de una buena comunicación capaz de apoyar las acciones de vigilancia, contención y control durante emergencias de salud pública y presenta algunas recomendaciones básicas para integrar la comunicación de riesgos en los procesos de planificación de estrategias de gestión de riesgos.
 
 
 
 
 
A questão regional brasileira é um dos temas caros ao economista Wilson Cano, professor colaborador voluntário do Instituto de Economia (IE) da Unicamp. Há vários anos, ele tem se debruçado sobre o assunto, buscando compreender melhor, entre outros, aspectos relacionados à regionalização da produção capitalista no Brasil. Um dos seus livros, Desconcentração Produtiva Regional do Brasil 1970- 2005, lançado em 2008 pela Editora da Unesp, trata justamente das profundas mudanças nos determinantes da vida econômica do país no período. Agora, Cano prepara-se para iniciar uma nova pesquisa acerca da temática. Sua disposição é investigar o que ocorreu nesse campo entre meados dos anos 2000 e os dias atuais. “Estou desenhando o projeto de pesquisa, que deverá envolver um grande número de pesquisadores e diversas instituições. O trabalho ainda não foi concluído porque estou aguardando a publicação completa do Censo de 2010”, revela. Na última semana, o docente fez uma pequena pausa nos seus afazeres para falar sobre o novo estudo ao Jornal da Unicamp. Na entrevista que segue, ele afirma que o motor da industrialização brasileira está “murcho” e adverte para o risco de o país continuar apostando todas as fichas na exportação de commodities.
 
 
 
 
A comunicação política e as estratégias de marketing governamental são fundamentais para o êxito de qualquer governo na conquista pela opinião pública, bem como mecanismo de marketing nas democracias contemporâneas. O referido trabalho analisa possíveis estratégias de marketing político e comunicação governamentais na gestão Zé Queiroz (2008-2012). Para tanto, fundamenta-as nos resultados obtidos em pesquisa quali-quantitativa realizada entre o fim do período eleitoral de 2008 e a efetiva definição da chapa eleita no município de Caruaru (PE). Utilizando conceitos ligados à comunicação política, marketing político e comportamento eleitoral, busca-se desenvolver uma possível estratégia de posicionamento da atual gestão, definindo sua identidade visual, tarefas de comunicação da gestão e a criação de mecanismo que sustentem a imagem institucional da Prefeitura Municipal de Caruaru (2008-2012), possibilitando o desenvolvimento político do gestor em associação com a população, cujo objetivo é conquistar a opinião pública, o mercado do voto previsto no minimalismo schumpeteriano.
 
 
No Brasil, a globalização tem aprofundado as dimensões da desigualdade social, criando processos que podemos denominar de exclusão social. Esses processos estão acompanhados de uma urbanização, cuja importância na compreensão das transformações recentes, bem como, na elaboração de alternativas aos problemas contemporâneos, é decisiva. A recente urbanização brasileira tem evidenciado duas dimensões desses processos mais gerais: um processo global, impondo padrões de consumo e, um outro processo local, reproduzindo a desigualdade social, com novos conteúdos. A expansão das cidades médias tem revelado muito mais do que a simples expansão das desigualdades ou da exclusão social, evidencia uma descontinuidade na experiência social da vida cotidiana. Portanto, para analisar, desde o ato básico de morar ao mais amplo do conviver na cidade sugere a fundação de novos paradigmas.
 
 
Os deslocamentos dos moradores dos loteamentos fechados e condomínios horizontais para a realização de atividades econômicas e relativas à vida social, ao serem observados e analisados, permitem-nos verificar o estabelecimento de práticas socioespaciais distintas quanto às formas de uso e de apropriação do espaço urbano em uma cidade média como Presidente Prudente no interior do Estado de São Paulo. Análises mais pormenorizadas dessas práticas evidenciam níveis de fragmentação socioespacial, aos quais se associam representações diferenciadas do que é a cidade e de concepções de novos valores urbanos segundo níveis socioeconômicos e segundo modos diferenciados de organização da vida diária. O que se percebe, incluso pela realização de entrevistas que vem sendo feitas pela pesquisa maior “Urbanização difusa, espaço público e insegurança urbana” à qual se associa essa Monografia, é que, do ponto de vista territorial, verifica-se a fragmentação socioespacial. Do ponto de vista espacial, os fluxos intensos, propiciados pela circulação por veículos automotivos, prevalentemente realizada pelos moradores dos loteamentos fechados, é que eles se integram espacialmente ao conjunto da cidade, pelo elevado grau de acessibilidade ao conjunto de seus equipamentos, ainda que isso não signifique integração social ou
convivência com as diferenças.
 
 
 
 
O III Encontro Anual da Rede Brasileira de Cidades Médias ocorrerá em outubro (23, 24 e 25) de 2013 no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira.

Tendo como tema geral Desenvolvimento e Cultura, o III Encontro Anual da REDBCM centrar-se-á nos desafios e perspectivas impostos pelas questões do desenvolvimento à cultura, aqui entendida não apenas como patrimônio material e imaterial dos agrupamentos humanos, mas, também, como conjunto de hábitos, costumes e valores que impactam na constituição do poder local, assim como na formação de uma cultura política que pode ou não fomentar o desenvolvimento das pequenas e médias cidades. Desta forma, o evento pretende se constituir em fórum de caráter interdisciplinar voltado para a reflexão acadêmica e científica relativa ao tema em destaque, sem, entretanto, excluir o diálogo com as políticas públicas e práticas privadas, sejam elas empresariais e/ou oriundas dos movimentos sociais.
 
O III Encontro Anual da Rede Brasileira de Cidades Médias ocorrerá em outubro (23, 24 e 25) de 2013 no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira.

Tendo como tema geral Desenvolvimento e Cultura, o III Encontro Anual da REDBCM centrar-se-á nos desafios e perspectivas impostos pelas questões do desenvolvimento à cultura, aqui entendida não apenas como patrimônio material e imaterial dos agrupamentos humanos, mas, também, como conjunto de hábitos, costumes e valores que impactam na constituição do poder local, assim como na formação de uma cultura política que pode ou não fomentar o desenvolvimento das pequenas e médias cidades. Desta forma, o evento pretende se constituir em fórum de caráter interdisciplinar voltado para a reflexão acadêmica e científica relativa ao tema em destaque, sem, entretanto, excluir o diálogo com as políticas públicas e práticas privadas, sejam elas empresariais e/ou oriundas dos movimentos sociais.
 
O III Encontro Anual da Rede Brasileira de Cidades Médias ocorrerá em outubro (23, 24 e 25) de 2013 no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira.

Tendo como tema geral Desenvolvimento e Cultura, o III Encontro Anual da REDBCM centrar-se-á nos desafios e perspectivas impostos pelas questões do desenvolvimento à cultura, aqui entendida não apenas como patrimônio material e imaterial dos agrupamentos humanos, mas, também, como conjunto de hábitos, costumes e valores que impactam na constituição do poder local, assim como na formação de uma cultura política que pode ou não fomentar o desenvolvimento das pequenas e médias cidades. Desta forma, o evento pretende se constituir em fórum de caráter interdisciplinar voltado para a reflexão acadêmica e científica relativa ao tema em destaque, sem, entretanto, excluir o diálogo com as políticas públicas e práticas privadas, sejam elas empresariais e/ou oriundas dos movimentos sociais.
 
A Comissão Organizadora do III Simpósio Cidades Médias e Pequenas da Bahia convida a todos os interessados a participarem de nosso evento, que será realizado no período de 16 a 19 de outubro de 2012, na cidade de Feira de Santana/BA, cuja temática central será “Desafios e possibilidades do planejamento e gestão”. O Simpósio em referência é uma atividade promovida pela Rede de Pesquisas sobre Cidades Médias e Pequenas da Bahia, Rede CMP, que envolve as seguintes instituições e respectivos Grupos de Pesquisa, a saber: “Geografia e Movimentos Sociais” (GEOMOV), vinculado à UEFS; “Urbanização e produção de cidades na Bahia”, vinculado ao Departamento e Pós-Graduação (Lato Sensu) em Geografia da UESB; CiTePlan “Cidade, Território e Planejamento”, vinculado ao Departamento e Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFBA; “Recôncavo: Território, Cultura, Memória e Ambiente”, vinculado ao Departamento de Ciências Humanas e ao Mestrado Multidisciplinar em Cultura, Memória e Desenvolvimento Regional da UNEB/Campus V e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), através de sua Diretoria de Estudos.
 
 
 
 
Este trabalho visa discutir e desenvolver parâmetros e indicadores de sustentabilidade para a avaliação de Zonas Especiais de Interesse Social-ZEIS para a implantação de habitação de interesse social. A ZEIS é um instrumento criado nos anos 1980 e adotado pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001), que visa a regularização fundiária e implantação de habitação de interesse social. A área de estudo é o município de Piracicaba, estado de São Paulo, Brasil, com 370 mil habitantes, na região de Campinas. A sustentabilidade das ZEIS foi avaliada a partir de sua localização e com base em um sistema de quatro grupos de indicadores: densidade/compacidade urbana; ecologia urbana; diversidade socioespacial e conectividade/acessibilidade. Para cada em desses grupos foram avaliados indicadores específicos que puderam qualificar cada umas das ZEIS. Os resultados apontaram que a maioria das ZEIS criadas não só descumpriram requisitos básicos de sustentabilidade, como diminuíram a sustentabilidade do sistema urbano como um todo.
 
 
 
 
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de cavernas – CECAV conta atualmente com cerca de 13.000 cavidades naturais subterrâneas cadastradas em sua base de dados. Entretanto, o território brasileiro apresenta extensas áreas propensas à ocorrência de cavernas, evidenciando que o número de cavidades conhecidas representa apenas uma pequena parcela do real potencial espeleológico do país. O Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico - PNCPE tem como um de seus objetivos a realização do Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico, que tem como objetivo a geração e disseminação de informações sobre este patrimônio. O presente trabalho objetiva registrar o resultado preliminar da realização do Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico no Parque Nacional das Sempre Vivas localizado na região das serras do Espinhaço Meridional, no extremo norte do Planalto Diamantino em Minas Gerais.
 
 
 
INTRODUCCIÓN. Se trata de un estudio descriptivo-observacional donde se ha analizado toda publicidad de juguetes y juegos emitida por una cadena de la televisión privada española en horario infantil durante la Navidad de 2010. OBJETIVOS. Se pretendió averiguar en qué medida hay juguetes que favorezcan la actividad física y las relaciones sociales. MATERIAL y MÉTODOS. Se ha realizado una visualización y un análisis de los anuncios recogidos durante
los horarios y el período citados. RESULTADOS. Se desvela como abundan los juguetes de tipo colectivo y de mesa (20,3% del total de juguetes) que fomentan las relaciones sociales, pero a la vez los individualistas como los videojuegos (21,2%). Así mismo son escasos los juguetes deportivos que potencian el ejercicio físico (3,3%). CONCLUSIÓN. Existe una tendencia al
equilibrio entre la publicidad de juguetes individualistas y los colectivos, mientras que los deportivos suponen un mínimo porcentaje. DISCUSIÓN. La publicidad tiene un inimaginable
poder de persuasión en los niños, que copian y adoptan los valores y actitudes que ésta emite, moldeando su personalidad. Así, se debería concienciar a los publicistas para que fomentasen
actitudes cívicas y sanas.
 
 
 
 
Managing urban growth in the current rapid urbanization process has become a key issue for land use policy in transformation China. This paper maps and assesses the performance of urban containment strategies in China, looking at the case of Beijing over a 19-year period (1990–2009). The analysis shows
that to a large extent containment strategies perform well in terms of concentrating urban growth in planned suburban areas and promoting compact development. However, the unexpected growth in the rural–urban fringe and the decreased compactness of the fringes of the mixed urban areas and planned
peripheral constellations caused by dispersed and illegal development suggest that the municipal containment strategies are being challenged by local development activities. Most sprawling developments at the local level are favoured by the new trend towards local autonomy and fiscal responsibility in the current transformation process. The results reveal that municipal growth control might not be achieved by all local jurisdictions when local economic motivations are involved. Particularly, urban sprawl has
been fuelled by the development of urban real estate which can create significant revenues for local government and private developers. In the interest of future policy development, the management capacity of current containment strategies should be enhanced to mitigate the negative effects of market-led
development in the present transformation context.
 
 
Nesta tese partimos da hipótese de que nas cidades médias brasileiras ocorrem processos sociais excludentes perversos. O "lugar de cada um" ou a separação espacial das diferentes classes sociais nas cidades médias nos remete à discussão da banalização das desigualdades e a produção e reprodução do espaço banal. O mapeamento da exclusão social permite-nos compreender essa banalização por meio das interfaces entre o econômico e o político, pois não entendemos as cidades médias sem analisar a sua inserção na rede de cidades (geografia econômica) como não podemos compreender a exclusão social sem investigar as especificidades da produção e reprodução do espaço banal (geografia política). Uberlândia, São José do Rio Preto e Presidente Prudente foram escolhidas como recorte empírico que permitiu-nos identificar os processos que envolvem os impactos negativos das desigualdades sociais. É também o elemento que possibilita reconhecer as matrizes excludentes e como estas são reproduzidas. Partimos, assim, do princípio de que a análise e caracterização do conceito de exclusão social, bem como o mapeamento dos indicadores de exclusão constituem-se em uma chave para compreender a banalização das desigualdades sociais e espaciais nessas três cidades médias.
 
 
 
O presente artigo não pretende dar conta das transformações estruturais pelas quais tem passado o capitalismo contemporâneo, nem de analisar a crise e os desdobramentos verificados em nível das grandes empresas e as repercussões sobre suas relações com as de pequeno porte. De fato, notícias e tendências como as pontuadas acima só fazem reforçar a ideia de que o capitalismo industrial contém uma plasticidade que lhe confere uma capacidade inimaginável de adaptação diante de processos de transformação econômico e institucional. Como se sabe, economistas como J. Schumpeter, A. Chandler e J. K. Galbraith não foram poupados das contrariações aplicadas pelas metamorfoses do capitalismo, ao preverem o definhamento das pequenas empresas em benefício das grandes corporações. Desde suas previsões, as grandes empresas avançaram, recuaram e se relançaram, adaptando-se e conservando sua importância no complexo jogo do mercado, executando movimentos pendulares nos quais produziram a impressão de que ora perde espaço ora ganha terreno, em relação às pequenas empresas. De fato, grandes e pequenas empresas fazem parte do mesmo cenário, ainda que afetadas pelas estruturas concorrenciais.
 
 
El libro compila investigaciones elaboradas desde diferentes perspectivas –cuantitativas y cualitativas–, que estudian las relaciones entre dos complejos y multidimensionales procesos: las migraciones y la integración regional (comparaciones históricas, libre circulación, evaluación de políticas, percepciones sociales, distribución espacial, rol de los medios de comunicación, etc.). La integración ha puesto en duda el sentido de categorías dadas como soberanía y territorio nacional –las que ahora adquieren un nuevo significado aún en gestación–, así como suscitado una desterritorialización del concepto de ciudadanía. Un balance global nos muestra un proceso lento, contradictorio, pero ascendente en la consideración de las migraciones como un elemento crucial para la realización efectiva de la integración.
 
 
Este artigo procura levantar algumas questões relacionadas à caracterização das cidades médias de Minas Gerais, que, entre outros aspectos, chamam a atenção para o papel que estas deveriam – em tese – desempenhar como “dique” de movimentos migratórios direcionados aos grandes centros. Para corroborar esta hipótese, as cidades médias deveriam funcionar como uma unidade de atração dos pequenos centros urbanos, que de outra forma iriam para as metrópoles.
Outra característica típica das cidades médias refere-se ao exercício de uma função de intermediação entre seu entorno e os grandes centros, recebendo e emanando fluxos materiais e imateriais, bem como fornecendo serviços e produtos que as pequenas cidades não dispõem. Acrescente-se que, cada vez mais, a mobilidade populacional tem adquirido novos contornos, com rebatimentos sobre as estruturas urbanas. Entre estes poderíamos destacar os movimentos pendulares, nos quais as pessoas trabalham e/ou estudam em outras cidades. Seria de se esperar, então, que as cidades médias atraiam trabalhadores ou estudantes de áreas vizinhas, o que confirmaria o dinamismo que delas se espera na rede urbana da qual fazem parte.
 
As mudanças climáticas representam grande ameaça à produtividade agrícola, sobretudo do pequeno e médio produtor. Diante disso, o presente artigo expõe o mapeamento da Geopotencialidade à fruticultura em municípios do estado de Pernambuco, levando em consideração o cenário de mudanças climáticas B2. Para realização do presente estudo foram levantados dados referentes ao tipo de uso e cobertura das terras, características dos solos, geomorfologia, número de meses secos e deficiência hídrica. Posteriormente, para a obtenção da carta de Geopotencialidade à fruticultura, os referidos atributos foram cruzados com auxílio de um software de Geoprocessamento. Para simulação de clima futuro, foi utilizado o cenário B2 (otimista) do modelo climático regional PRECIS, para o ano de 2050. Os resultados indicam um crescimento significativo das áreas de baixo Geopotencial à fruticultura. Considerando que as áreas vegetadas são classificadas como impróprias para o desenvolvimento da agricultura (proposta de conservação), constata-se que os perímetros classificados como de alta Geopotencialidade à fruticultura, praticamente desaparecem na simulação para o ano de 2050. Tal fato só veio a confirmar a grande importância das variáveis climáticas para o estudo. Nesse sentido, é fundamental traçar planos e metas para tentar minimizar os efeitos causados pelas mudanças climáticas no semiárido nordestino, uma vez que a região enfrenta naturalmente problemas relacionados a escassez hídrica.
 
 
O presente artigo visa discutir a realidade das cidades hoje em dia, no período do capitalismo neoliberal, por meio das teorias de três importantes autores das ciências humanas no século XX e começo do século XXI. São eles: um filósofo, Henri Lefebvre, um sociólogo, Pierre Bourdieu, e um geógrafo, David Harvey. Estes três autores muito discutidos hoje em dia nos vários campos das ciências humanas, produziram alguns conceitos fundamentais e muito úteis para entender as transformações e os conflitos sociais que têm ocorrido nas cidades do mundo como um todo, mas, de maneira mais dramática, nos países da periferia do sistema mundo.


Para tanto, foi escolhida uma cidade em particular, o Rio de Janeiro, sobre a qual serão feitas as reflexões com as teorias desses três ilustres autores.
 
Essa dissertação, buscou como objetivo principal, definir a relevância atual da questão nordestina, entendida aqui sob a ótica das desigualdades inter-regionais brasileiras. Para tanto, intentou-se apreender, inicialmente, o sentido do fenômeno regional; e, e mais particularmente, escolher um conceito ou noção de região para balizar a própria pesquisa. Procurou-se, em seguida, caracterizar o histórico processo do subdesenvolvimento nordestino, em seus diversos aspectos. Como um dos objetivos intermediários mais importantes deste estudo, buscou-se estabelecer com precisão os termos da questão regional, de acordo com os marcos teóricos, socioeconômicos e políticos institucionais dos anos 50 do século XX, justamente para diferenciar tais termos de quaisquer outros atribuídos à questão regional, notadamente aqueles referentes ao período histórico que vai do final do século XIX até o início da segunda metade do século XX, e que antecede a fase da intervenção estatal planejada na problemática regional.
 
 
A partir da concepção de que não existe cidade nem realidade urbana sem que exista um centro, este artigo tem por objetivo principal a análise do processo de descentralização e de redefinição da centralidade na/da cidade de Londrina-PR, com intuito de explicitar a segmentação do espaço urbano, que apresenta um considerável nível de fragmentação. Para tanto, foram escolhidas duas áreas centrais de Londrina, que diferem entre si em relação à camada social a que atendem e quanto à sua escala de atração. Estudou-se o Catuaí Shopping Center, que expressa uma centralidade de escala interurbana, pois atrai população de camadas sociais mais abastadas e o subcentro da Zona Norte, que é constituído de conjuntos habitacionais populares, construídos nos anos de 1970, com uma população de aproximadamente 100.000 habitantes, apresentando uma concentração de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, bastante elevada, para o atendimento da população local. Portanto, realizou-se uma análise comparativa entre estas duas áreas centrais, a partir da estruturação do espaço urbano de Londrina, refletindo sobre os graus de centralidade e as camadas sociais a que atendem, levando em consideração os fluxos de pessoas, capitais, idéias e os conseqüentes conflitos entre os agentes envolvidos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neste artigo pretendemos apresentar uma base que justifica a inserção, dentro do escopo de pesquisas da Geografia, de uma nova espacialidade que possui uma crescente materialização no cotidiano dos indivíduos. Este trabalho possui o objetivo de compreender como o crescimento da Internet no Brasil e sua consequente normatização pelo Estado valida estudos sobre a virtualidade dentro do campo científico da Geografia. Esta pesquisa divide-se em duas seções, a primeira voltada a analisar o crescimento da utilização da Internet no Brasil nos últimos anos e a segunda ponderará sobre as implicações e determinações concretizadas juridicamente pelo Marco Civil da Internet. Esses elementos discutidos confirmam que a virtualidade faz parte definitiva do cotidiano da população brasileira e o espaço virtual é parte integrante do “real” dessa população. Tendo em vista a influência do espaço virtual na sociedade, como condutora, condicionante e determinante de relações sociais deve ser, enfim, considerado como objeto de estudo do campo científico da Geografia
 
 
 
 
 
 
Desde o final dos anos 1970, três classificações das cidades médias de Minas Gerais foram realizadas por Amorim Filho e associados. A primeira dessas classificações resultou de pesquisas e do tratamento de informações geográficas realizados principalmente no Instituto de Geociências da UFMG entre 1974 e 1981, e publicada em 1982. Desta pesquisa pioneira, participaram também Maria Elizabeth Taitson Bueno
(Cartografia) e João Francisco de Abreu (quantificação). Entre 1997 e 1999, já na PUC Minas, Amorim Filho e Abreu voltaram a colaborar e foi realizada a segunda classificação das cidades médias de Minas Gerais, desta vez em conexão com o potencial tecnopolitano desse grupo de cidades. Finalmente, em meados de 2006, Amorim Filho, Rigotti e Campos elaboraram a última dessas classificações, igualmente na PUC Minas. Este trabalho busca apresentar uma reflexão sobre as bases teóricas e metodológicas empregadas nessas três classificações e sobre seus principais resultados.
 
 
Os portos na atualidade, período técnico-científico-informacional, são objetos essenciais para a fluidez de mercadorias entre os diversos territórios e, portanto, fundamentais para os negócios de empresas e Estados. Para atender às exigências do mundo globalizado e o crescente movimento de mercadorias em seus cais, os portos são modernizados. Como exemplo disso, o Porto de Fortaleza, através da Companhia Docas do Ceará e a iniciativa privada promovem mudanças no sistema técnico do porto para que os fluxos de mercadorias possam ser movimentados de forma mais rápida e dinâmica. Por sua vez, o avanço dos sistemas técnicos nos portos contribuiu para uma maior agilidade no movimento de mercadorias e a diminuição de tempo de espera de cargas e navios no cais. Este artigo possui como objetivo evidenciar as mudanças estruturais que o Porto de Fortaleza passou nas últimas décadas. Utilizamo-nos da concepção de análise de Milton Santos, a saber, as categorias do método geográfico: estrutura, processo, função e forma. As informações sobre o objeto de estudo foram coletadas em variadas fontes, dentre elas, pesquisas de campo com entrevistas e aplicações de questionários. Os portos são objetos dinâmicos que sempre estão a renovar os seus sistemas técnicos segundo a lógica produtiva de cada momento histórico, o Porto de Fortaleza não é uma exceção, suas transformações ao longo das décadas foram realizadas com intuito de atender os interesses das grandes empresas.
 
 
 
Este texto tem como objetivo destacar o Plano Nacional de Habitação (PlanHab), apresentado pelo Ministério das Cidades em 2008, como um marco de referência das políticas habitacionais até então implantadas no Brasil, no que se refere à abordagem da questão habitacional a partir da diversidade dos municípios brasileiros. A partir de uma retrospectiva da intervenção do poder público na questão da moradia popular, apresenta, em breves linhas, as bases conceituais do PlanHab, para, em seguida, detalhar os critérios de classificação dos tipos de municípios adotados pelo PlanHab para a definição de diretrizes habitacionais diferenciadas por tipo. Destaca, também, a definição dos grupos de atendimento das famílias para o acesso aos financamentos e o equacionamento dos subsídios para essas famílias, traçando, em seguida, as diretrizes do PlanHab segundo a tipologia dos municípios e os grupos de atendimento das famílias. Finaliza com a repercussão do programa habitacional Minha Casa Minha Vida nas estratégias definidas pelo PlanHab, apresentando as diferenças básicas entre os dois programas.
 
Informal development on farmland is not only a major problem facing thousands of people, but also a major challenge to land use planning. In the rapidly growing literature on informal land development in China, most authors claimthat ambiguousproperty rights and the dualland tenure systemare theprimary
factors involved. As a result, existing state-led land use planning responses to informal development are solely focused on strengthening the legal regulation of land development. This paper challenges this
approach, on the basis of the theory of urban informality. By examining many illegal gated communities in suburban Beijing,the paper argues thatthe informal development offarmland on the urban fringe is the
result of local grassroots groups spontaneously responding to socioeconomic inequities in the context of transition to a market economy. These inequities mainly concern distributive inequity, procedural
inequity and contextual inequity in relation to land use. It appears that the ongoing market-oriented initiatives of the state government could worsen informal land development unless these socioeconomic
inequalities at the local level are tackled. The growing civil society is another change to the state’s control of informal land development in China’s cities. A new land use planning system which has more concern
for social inclusion rather than focusing on centralized control is imperative in China
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O texto ora apresentado realiza um esforço reflexivo cujo objetivo principal é analisar os processos de descentralização e recentralização em cidades médias que, conjugados, resultam em novas centralidades e na redefinição da centralidade nessas cidades. As novas centralidades expressam a saturação dos centros tradicionais para as necessidades impelidas pelas novas formas contemporâneas de reprodução e acumulação do capital, além da imposição de (novos) tempos hegemônicos. Assim, são criados e inseridos novos artefatos que favorecem e aperfeiçoam a reprodução capitalista do espaço: o espaço como produto social constrangido pela acumulação do capital. Dessa forma, depreende-se que as alterações na dinâmica econômica determinam que a cidade possua novas centralidades porque as tradicionais não são mais funcionais à reprodução e acumulação do capital, bem como ao acolhimento de novos capitais que se descentralizam para os espaços que economicamente apresentam-se como mais propícios e rentáveis.
 
 
 
 
 
Observa-se no Estado de São Paulo, em função dos ajustes que vem sendo promovidos no âmbito do capitalismo internacional, nos últimos 30 anos, uma completa redefinição da divisão regional do trabalho neste território que se acompanha de reestruturação urbana (escala interurbana) e da cidade (intraurbana). É parte desse processo a acentuação da segregação socioespacial gerada por novas lógicas de produção do espaço urbano, o que inclui seu consumo e apropriação. Priorizamos a análise da reestruturação da cidade, ainda que o contexto em que se redefinem essas lógicas seja sempre o propiciado pela reestruturação urbana, por meio do estudo dos loteamentos fechados, como um dos elementos que redefinem a ordem centro x periferia e que expressam as particularidades que envolvem a produção do espaço urbano em cidades médias, no período atual.
 
O presente trabalho objetiva definir regiões pluviométricas homogêneas e investigar a relação entre o regime pluviométrico e o potencial da erosividade para a unidade hidrográfica Pirapó, Paranapanema III e IV - Paraná. Foram obtidos os dados de pluviosidade de trinta e cinco postos pluviométricos do Instituto das Águas do Paraná e de cinco estações meteorológicas do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Sistema Meteorológico do Paraná (SIMEPAR), trabalhados com o segmento temporal de 1976 a 2012. O índice de erosividade da chuva utilizado foi calculado a partir da equação apresentada por Rufino, Biscaia e Merten (1993) para o estado do Paraná. Definiu-se que o método de agrupamento mais adequado é o método aglomerativo de Ward, tendo como medida de proximidade a distância euclidiana. A área de estudo apresenta uma variação espacial da pluviosidade que mostra a influência da orografia principalmente para a distribuição espacial na escala anual, enquanto que a localização dos grupos demonstra uma maior associação à dinâmica atmosférica, conforme consultado pela literatura, para a compreensão da distribuição mensal das chuvas. Sobretudo, a delimitação dos grupos pluviométricos homogêneos permitiu compreender a relação entre o relevo, as alturas pluviométricas e o potencial erosivo das chuvas.
 
 
 
 
 
Esta publicação é uma iniciativa do programa de cooperação das organizações da sociedade civil brasileira e francesa sob a coordenação da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG) e Coordination SUD. A finalidade do programa foi a de promover trocas de experiências, vivências e aprendiza¬dos entre organizações, movimentos populares, fóruns e redes de cidadania existentes no Brasil e na França sobre questões sociais. Estabeleceu-se, para tanto, quatro eixos: rural, urbano, econômico e internacional. O eixo urbano, com o objetivo de promover intercâmbios e troca de experiências e vivências entre as organizações brasileiras e francesas, foi coordenado pelo Instituto Pólis de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Brasil) e o AITEC (França).
Esta publicação contém a visão dessas organizações sobre o estágio das políticas e da realidade urbana nestes países com base nos registros de experiências de lutas sociais para a conquista de direitos, em especial do direito à moradia e do direito à cidade. As temáticas abordadas são decorrentes dos debates e diálogos realizados durante as atividades desenvolvidas no Brasil e na França, entre 2003 e 2005, bem como nos Fóruns Sociais Mundiais.
 
 
 
 
O presente artigo mostra a evolução das cidades médias no Brasil entre os períodos de 1970 a 2000. A análise desse tipo de cidade é fundamental para elaboração de políticas públicas inerentes à contenção dos fluxos migratórios em direção aos grandes centros urbanos do país e para o planejamento regional, ou seja, na aplicação de políticas de desenvolvimento local, visando à desconcentração urbana e financeira do país. No exame dos resultados evidenciou-se o aumento das cidades médias, tanto em números absolutos como na participação da população total, fatos esses explicados principalmente pela desconcentração industrial por parte do Estado de São Paulo, causando assim um maior espraiamento das cidades médias pelo interior do território brasileiro e, consequentemente, num maior espraiamento da riqueza nacional.
 
O presente artigo mostra a evolução das cidades médias no Brasil entre os períodos de 1970 a 2000. A análise desse tipo de cidade é fundamental para elaboração de políticas públicas inerentes à contenção dos fluxos migratórios em direção aos grandes centros urbanos do país e para o planejamento regional, ou seja, na aplicação de políticas de desenvolvimento local, visando à desconcentração urbana e financeira do país. No exame dos resultados evidenciou se o aumento das cidades médias, tanto em números absolutos como na participação da população total, fatos esses explicados principalmente pela desconcentração industrial por parte do Estado de São Paulo, causando assim um maior espraiamento das cidades médias pelo interior do território brasileiro e, consequentemente, num maior espraiamento da riqueza nacional.
 
São paulo é uma megacidade plural formada por imigrantes de todas as partes do Brasil e do mundo, mas também é extremamente desigual e com muitos contrastes que marcam sua história. As opções tomadas por seus gestores, em diversas épocas, definem até hoje a estrutura urbana e social da cidade e foram os motivadores desses contrastes.

É sobre essa cidade e sua evolução urbanística que a urbanista Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e relatora especial da ONU para o Direito à Moradia, se debruça para contar a história de São Paulo, não apenas da formação de seu espaço urbano, mas dos fatores geracionais e das suas consequências para a população.

O livro segue a proposta da coleção "Folha Explica", ao qual pertence, ilustrando de maneira breve e objetiva o desenvolvimento de São Paulo. Voltado para o público em geral, permite também a quem é da área se atualizar sobre o tema.
 
O presente exercício metodológico refere-se à exploração de conteúdo referente às informações contidas nas Listas Nominativas da década de 1830. Nesse sentido, com base nos dados relativos ao quesito Ocupação, procurou-se estabelecer, para a primeira metade dos Oitocentos, uma classificação hierarquizada das sedes distritais pertencentes ao Sul de Minas Gerais, em função de seus potenciais de centralidade urbana. Potenciais cuja identificação e representação se faz por intermédio do Indicador Sintético do Potencial de Centralidade (ISPC). Após serem georreferenciados, os resultados obtidos para o indicador permitiram, numa primeira análise, estabelecer específicas conjecturas acerca de possíveis fatores responsáveis pela distribuição territorial do potencial de centralidade urbana na região em foco.
 
 
 
The urban question has required from researchers from diverse fields intercessions in order to understand the processes of formation of cities and then trace modification possibilities of reality, especially where growth occurred in a disorderly manner, with weaknesses or lack of planning. This paper aims to outline an overview, which begins with a brief historical overview of the processes of growth and development of cities. The second section presents the theoretical framework that helps to understand the current features on urban. For this purpose, we resort to the thought of Henri Lefebvre, David Harvey and Manuel Castells, who, from an appropriation of categories of political economy, includes the notion of space in the Marxist debate. The third part consists of specific studies of Chinese and Brazilian reality. Processes of urbanization of cities in China and Brazil are observed, indicating the intense activity of the State, with the centrality of in the articulation planning of infrastructure for the Asian country, and in contrast, the disordered growth and abandonment of urban planning that observed in the Brazilian case.
 
Exploring the links between urban sprawl and social segregation is an important theme in urban
research. Although many studies are available, conclusions are still mixed. This paper contributes
to our existing understanding of the impact of sprawl on social segregation, looking at the case of
Beijing. The results of the analysis show that sprawling development, characterised by scattered
gated communities, low-density luxury villas, informal development and uneven distributions of
public services and transport infrastructures in the peri-urban regions, have increased residential
segregation between low-income and high-income residents and between local residents and
migrants. Planning policies designed to control urban sprawl and encourage a compact city could
have a positive role in reducing social segregation. However, the role of spatial planning is limited
as there are still other institutional factors influencing social segregation in China’s cities, two of
the most relevant here being the remaining hukou system and dual land system.
Key words: Social segregation, urban sprawl, spatial planning, Beijing
 
This article has three parts. The first part discusses key issues related to the Global Cities today, noting that the world's urban population has exceeded the rural population in 2006, which represents major challenges to the economies, increasing demands and consumption from industry and services with serious effects on the environment. Me-gacities have also grown in number. It discusses also the tension between cities and pol-itics, reflecting on the harmful effects of neo-liberalism since 1980’s. The second chapter - Guide to reading the cities, identify the driving forces of urbanization. The third chapter is empirical and presents the case of São Paulo and its metropolitan region be-tween 1993 and 2015, starting with brief notes on the Brazilian urbanization process and focusing on aspects related to vulnerable populations, environmental dilemmas, and threats on functionality. It also consider aspects of industry, labor market, service sec-tors and more directly on social issues of this great metropolis. In conclusion, we find that the metropolitan area and the city of São Paulo undergo deep changes, losing space in its industry and becoming a major service center for the country. At the same times, it faces problems related to important issue as water, deforestation, the periodic flooding and growth of slums. Summarizing, the city and its metropolitan area are demanding a more rigorous and ambition urban planning capable to articulate the city with the various metropolitan areas in the state for its citizens’ well-being, although this planning has to come with a national wide counter-parts.
 
 
 
 
Taking Beijing as a case study, this paper analyses new trends in peri-urbanisation and the city’s planning responses after 2000 in China. The results of the analysis show that the percentage of temporary migrant residents continues to grow in the peri-urban region and the social inequalities in relation to quality of life between local people and migrants have increased there. In particular, there is a concentration of thousands of young and well-educated migrants in the peri-urban region, resulting in a new kind of
urban slum. Sprawling development still dominates Beijing’s fringe. New planning policies related to an urban–rural integration strategy have played a positive role in improving living conditions in rural
areas and reducing the social and economic gaps between urban and rural areas in the peri-urban region. However, planning in the peri-urban region is still facing new challenges due to vertically and horizontally
fragmented management, growing market forces, and social discrimination caused by the remnants of the hukou mechanism. This suggests that it will not be easy to achieve the planning goal of urban–rural
integration and harmony society unless further actions are taken to enhance political capacity of planning
system in Beijing. The capacity-building of planning should be facilitated if institutional innovations
can be made in arrangements of power, rights, public resources, accountability, and legitimacy in the planning system.
 
 
A pesquisa tem como objeto de estudo as Cidades Médias Cearenses e vincula-se às nossas inquietações e conseqüente necessidade de se refletir sobre as características e significados do urbano no contexto da reestruturação da economia, da política e da sociedade no Estado do Ceará, tendo como marco temporal as três últimas décadas. Juazeiro do Norte, Crato, Sobral e Iguatu são cidades consideradas sub-centros e centros de segundo nível na rede urbana conforme classificação do IBGE e dos órgãos de planejamento local. Estes centros urbanos tornaram-se, nos últimos anos, não só mais atraentes para o desenvolvimento de atividades produtivas, mas também para as populações procedentes de cidades maiores, assim como do meio rural e de cidades pequenas elevando-se as taxas de Urbanização. Políticas públicas voltadas para a educação, saúde, criação de infraestrutura e atração de investimentos, sobretudo industriais, contribuíram para alterar o perfil destas cidades reforçando a importância que assumiram historicamente na rede urbana cearense
 
 
A cidade de Mossoró, localizada no Estado do Rio Grande do Norte (Brasil) tem sido, atualmente, divulgada e conhecida pela população como a capital cultural do Estado, em função dos relevantes investimentos realizados, a cada ano, no seu setor cultural, especialmente no que se refere às festas, assim como à criação de espaços voltados para o setor cultural. O trabalho propõe-se a construir uma compreensão de como ocorre a dinâmica da cultura e do turismo na cidade de Mossoró. Busca, ainda, verificar de que maneira processa-se essa dinâmica territorial da cidade, nos últimos anos, em função das atividades do Mossoró Cidade Junina, do Auto da Liberdade e da Festa de Santa Luzia, festas que acontecem todos os anos, nos meses de junho, setembro e dezembro, respectivamente. Faz-se uma análise das transformações territoriais ocorridas em Mossoró, decorrentes das festividades em estudo, e dos impactos provenientes dos investimentos públicos e privados, que provocam uma nova dinâmica na cidade. Além disso, é verificada a percepção da comunidade, da iniciativa privada e do poder público em relação a essas práticas como processos dinamizadores de Mossoró. Para isso, realizou-se pesquisa bibliográfica e em documentos. Efetivou-se, ainda, pesquisa de campo, através da observação não-participante e da realização de entrevistas com o poder público municipal, principal idealizador das festas e com a iniciativa privada, enquanto patrocinador. A comunidade local também participou através da aplicação de questionários.
 
 
El objetivo consiste en incorporar un elemento de creciente importancia, como el espacio geográfico, al análisis de la demanda de empleo de Argentina entre los años 2001 y 2010. El aumento de la desagregación conlleva a un nivel de heterogeneidad superior de la tasa de empleo y de la demanda de puestos de trabajo entre diferentes áreas geográficas. Se busca comprobar si las tasas de empleos y los aumentos de las demandas de puestos de trabajo, se ubican espacialmente en áreas geográficas de baja densidad poblacional, en las cuales el impacto de los movimientos migratorios internos, en términos relativos, resulta relevante. Surgen resultados notables, algunos colaterales, como la alta performance del mercado laboral de ciertas áreas geográficas en el año 2001, que se contrapone a la situación de un nivel de desempleo record histórico a nivel total país. El mayor conocimiento de la demanda de trabajo que aporta el análisis de 1.004 localidades y aglomerados censales nos obliga a buscar un punto de equilibrio que refleje un alto grado de realismo
 
 
 
Este livro discute: o conceito de sustentabilidade, suas formas de medição, a urbanização como organização complexa determinada por processos socioambientais e concebe a cidade como palco de ecossistemas próprios cuja análise crítica é substanciada na ciência nascente da ecologia urbana. Tal disciplina vem possibilitando definir condições futuras às populações e comunidades partícipes de ecossistemas urbanos, estados possíveis para fenômenos ambientais, definição de padrões urbanos mais sustentáveis e limites para o crescimento urbano, vindo a servir de orientação a um planejamento integrado. A definição de ecossistema urbano é um conceito básico, que coloca a sociedade como um subsistema do mesmo, como uma população que domina um território, mas que divide necessariamente este com outras espécies, estando ainda sujeita a processos geofísico-químicos naturais que interagem com ambientes artificialmente criados. A sustentabilidade ambiental urbana não depende apenas de nós.
 
 
 

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362